Livros em braille com texturas e aromas

 

Formada em design industrial, Wanda Gomes decidiu usar seu conhecimento para criar livros inclusivos para deficientes visuais. Só que ela acabou fazendo mais do que isso: a designer criou uma nova versão para o sistema de leitura para cegos, ou seja, ela desenvolveu uma nova experiência de leitura para esse público.

A WG Produto, que também é uma empresa social, e precisou de cinco ano para sair do papel. Wanda contou com o apoio de designers, produtores gráficos e a parceria de uma gráfica para criar essa nova linguagem braille, que ela batizou de Braille.BR.

Esta nova tecnologia imprime os pontinhos lido com as pontas dos dedos e podemos dizer que é uma nova fonte. Agora, da mesma forma que existem diversos tipos de fontes tipográficas, podemos dizer que existe em braille também.

A braille.BR tem um verniz que protege os sinais do desgaste causado pelas mãos e a impressão não fica negativa no verso porque pode ser feita frente e verso. Ainda é possível fazer a impressão em tinta comum, transformando um livro convencional em um livro acessível.

Nem tudo é tão fácil

Apesar da grande ideia, Wanda encontrou dificuldade para entrar em contato com as editoras e encontrar alguma que aceitasse o projeto. Foi aí que ela recorreu a Lei Rouanet, já que tinha a escritora e uma ilustradora que aceitaram fazer o projeto em Braille.BR.

Finalmente o projeto saiu e o Adélia Cozinheira (patrocinado pela IBM), foi lançado em 2010. As 3 mil cópias foram distribuídas em escolas, universidades e bibliotecas públicas. Depois do lançamento, a procura aumentou mas não havia tiragem para comercialização.

Em 2011 foi lançado o segundo volume Adélia Esquecida, que dessa vez teve uma parte reservada para venda avulsa. O terceiro volume da série, Adélia Sonhadora, foi lançado em 2012. Hoje é possível comprar os livros diretamente com WG.

Algo a mais

A coleção foi criada para o público infantil, de 3 a 10 anos, e além de também ter o conteúdo em texto normal, eles possuem aromas. Em Adélia Cozinheira, por exemplo, ao preparar o café da manhã e enfeitar a mesa com flores, a ilustração possui um cheiro de flor.

A WG também criou um livro inclusivo para o Museu Lasar Segall, em São Paulo, que traz obras do artista em versões com relevo e textura.

Para saber mais sobre a WG Produto, clique aqui.

 

Caixa de livros – Turista Literário

Pensando nessa temática de livros e texturas, lembrei que em 2017, fui num evento da Editora Seguinte, a Flipop, e lá pude conhecer melhor o trabalho do Turista Literário.

Ele é a assinatura de uma caixa surpresa com livros Jovens Adultos (YA) e itens criativos. Ela foi criada com o objetivo de proporcionar uma experiência sensorial única, levando o leitor a uma viagem pelo universo literário do livro.

Cada mês é um tema diferente e as inscrições são abertas sempre no primeiro dia do mês e terminando todo dia 15 – ou quando as caixas se esgotam, já que são limitadas.

Se você quiser saber mais é só clicar aqui

 

 

*Crédito imagem: Fabio Brazil

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

%d bloggers like this: