Resenha: A Rainha Vermelha

livro A Rainha Vermelha

Sinopse:

O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses. Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho? Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe — e Mare contra seu próprio coração

Um mundo separado por pessoas de sangue vermelho (pobres) e de sangue prateado (ricos). E é este mundo que Victoria Aveyard apresenta em A Rainha Vermelha.

O livro possui diversos elementos. De um lado, como escrevi anteriormente, temos as pessoas com sangue vermelho e só por isso são considerados desprezíveis, enquanto do outro lado temos as pessoas com sangue prateado e que por terem poderes especiais, são considerados a elite.

A personagem principal é Mare Barrow, que não vê a hora de se juntar aos seus irmãos que estão na guerra. Mas as coisas nem sempre acontecem do jeito que a gente planeja, não é mesmo?! Por conta de um incidente, Mare se vê dentro do palácio real e em um papel que ela jamais sonhou em desempenhar: o de uma nobre prateada.

É nesse momento que sua vida muda completamente. Além de perceber que é só mais uma peça no jogo de manipulação dos prateados, Mare descobre que é uma exceção à regra: ela tem poderes que somente prateados possuem. O desejo de se rebelar começa a falar mais alto e ela se propõe a participar de uma rebelião para libertar o seu povo.

capa do livro A Rainha Vermelha

Mare é uma personagem movida pela impulsividade, pela paixão e pela vontade de mudanças. Pra mim, isso fez dela uma pessoa forte e corajosa, mas ao mesmo tempo muito teimosa. Em algumas passagens me peguei falando: “Mas não é possível! Presta atenção que não é assim que as coisas funcionam!”…rs

Além de Mare temos dois príncipes, Maven e Cal. E o que posso dizer sobre eles sem dar spoiler é que as coisas nem sempre são como parecem. Cal é o herdeiro do trono e Maven é seu meio irmão, já que seu pai se casou novamente depois de ter ficado viúvo.

Ao ler A Rainha Vermelha tive a sensação de que Victoria juntou diversas histórias para criar a sua. Provavelmente vocês vão perceber semelhanças com Jogos Vorazes, A Seleção, Divergente e outros livros. Mas garanto que isso acontece até metade do livro, pois depois disso a autora criou algo surpreendentemente inovador.

Coroa A Rainha Vermelha

Aventura, romance, reflexões sociais, tramas políticas…tudo isso em uma escrita eletrizante (ela soube bem prender o leitor ao fim de cada capítulo!) e com surpresas sensacionais. É um livro complexo, do qual o clima de tensão permanece durante toda a leitura, mas muito bem desenvolvido.

Victoria Aveyard me surpreendeu muito e não vejo a hora de começar a ler a continuação, A Espada de Vidro.

 

Livro: A Rainha Vermelha
Autora: Victoria Aveyard
Páginas: 424
Editora: Seguinte

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